27 Novembro 2009
Não basta querer...
Há mundos que se nos escapam…
Quisera ser tudo o que sou e muitas outras coisas, mas o tempo é limitado, mesmo podendo ter todo o tempo, e tudo só depender da nossa vontade. Os equilíbrios, que nos dão a ilusão da estabilidade, são procurados e mantidos, como pedras angulares de referência.
Que seria eu sem esta incerteza?
Com níveis de esperança e auto-confiança elevados, vou criando o amanhã, na certeza de que algo extraordinário me está reservado. Não fora esta obsessão, e tudo o mais não faria sentido. Sou obra inacabada, em construção permanente, que a experiência moldou nas imperfeições do humano.
Ainda está por conseguir a realização deste pensamento…
A cada lavagem, acerto capilar, doce feito último, parece que a vida se renova, e estamos perante um novo caminho, limpo das quebras de promessas, das fraquezas que nos atormentam de prazer, preparados para escrever o soneto perfeito, que nos faça sonhar que a vida pode ser só um sonho…
15 Novembro 2009
Para lá do ruído
Há histórias por contar, mas não sei delas dar relato.
Há presenças que me alimentam sonhos paralelos.
Há amores que são como sequóias.
Num deserto, mirrando pela falta de visão,
procuro a gota rara de orvalho nocturno,
que seja alimento de uma nova oportunidade.
Não posso escrever mais do mesmo.
Não posso gritar para ouvir o eco.
Não posso ser, nem estar, nem ter…
A mudança serpenteia o horizonte.
Pelos caminhos tortuosos da mente,
faço a escalada… não te ouço…
Há presenças que me alimentam sonhos paralelos.
Há amores que são como sequóias.
Num deserto, mirrando pela falta de visão,
procuro a gota rara de orvalho nocturno,
que seja alimento de uma nova oportunidade.
Não posso escrever mais do mesmo.
Não posso gritar para ouvir o eco.
Não posso ser, nem estar, nem ter…
A mudança serpenteia o horizonte.
Pelos caminhos tortuosos da mente,
faço a escalada… não te ouço…
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