13 Dezembro 2009
27 Novembro 2009
Não basta querer...
Há mundos que se nos escapam…
Quisera ser tudo o que sou e muitas outras coisas, mas o tempo é limitado, mesmo podendo ter todo o tempo, e tudo só depender da nossa vontade. Os equilíbrios, que nos dão a ilusão da estabilidade, são procurados e mantidos, como pedras angulares de referência.
Que seria eu sem esta incerteza?
Com níveis de esperança e auto-confiança elevados, vou criando o amanhã, na certeza de que algo extraordinário me está reservado. Não fora esta obsessão, e tudo o mais não faria sentido. Sou obra inacabada, em construção permanente, que a experiência moldou nas imperfeições do humano.
Ainda está por conseguir a realização deste pensamento…
A cada lavagem, acerto capilar, doce feito último, parece que a vida se renova, e estamos perante um novo caminho, limpo das quebras de promessas, das fraquezas que nos atormentam de prazer, preparados para escrever o soneto perfeito, que nos faça sonhar que a vida pode ser só um sonho…
Publicado por Daniel Aladiah às 00:13 15 comentários
15 Novembro 2009
Para lá do ruído
Há histórias por contar, mas não sei delas dar relato.
Há presenças que me alimentam sonhos paralelos.
Há amores que são como sequóias.
Num deserto, mirrando pela falta de visão,
procuro a gota rara de orvalho nocturno,
que seja alimento de uma nova oportunidade.
Não posso escrever mais do mesmo.
Não posso gritar para ouvir o eco.
Não posso ser, nem estar, nem ter…
A mudança serpenteia o horizonte.
Pelos caminhos tortuosos da mente,
faço a escalada… não te ouço…
Há presenças que me alimentam sonhos paralelos.
Há amores que são como sequóias.
Num deserto, mirrando pela falta de visão,
procuro a gota rara de orvalho nocturno,
que seja alimento de uma nova oportunidade.
Não posso escrever mais do mesmo.
Não posso gritar para ouvir o eco.
Não posso ser, nem estar, nem ter…
A mudança serpenteia o horizonte.
Pelos caminhos tortuosos da mente,
faço a escalada… não te ouço…
Publicado por Daniel Aladiah às 23:48 9 comentários
Temas: Renascimento
19 Outubro 2009
De pé!
Bridge of Hope - Pintura de Josephine Wall
A tristeza e a impotência
de saber que quem manda
não sabe ou não quer.
Mundo de falsa ciência,
em que a minha demanda
não se consegue satisfazer.
Tenho altares no coração,
numa matriz templária
de luz e de sentimentos.
Defumo a minha razão,
lutando contra a alimária,
perdido por uns momentos.
O caminho faz-se da vontade,
do amor e do desprendimento,
em que a vida possa fluir.
Será sonho a felicidade?
Ou da ilusão o alimento?
Levanto-me sempre que cair!
Mas estar de pé é arrogância,
orgulho ou obstinação?
Não! É luta pela dignidade!
Porque há tanta ignorância
sobre qual é a nossa missão,
qual é a nossa identidade.
E somos filhos do mesmo Pai.
Mas esquecemos a irmandade,
vivendo cegos de avidez.
Por aí não há saída, parai!
Voltemos à busca da verdade,
vencendo o medo e a timidez!
Na certeza de um novo dia,
perdoar, agradecer, sentir
que tudo depende de nós.
Acreditar que quem porfia,
chegará a porta que, ao abrir,
mostrará que não estamos sós.
de saber que quem manda
não sabe ou não quer.
Mundo de falsa ciência,
em que a minha demanda
não se consegue satisfazer.
Tenho altares no coração,
numa matriz templária
de luz e de sentimentos.
Defumo a minha razão,
lutando contra a alimária,
perdido por uns momentos.
O caminho faz-se da vontade,
do amor e do desprendimento,
em que a vida possa fluir.
Será sonho a felicidade?
Ou da ilusão o alimento?
Levanto-me sempre que cair!
Mas estar de pé é arrogância,
orgulho ou obstinação?
Não! É luta pela dignidade!
Porque há tanta ignorância
sobre qual é a nossa missão,
qual é a nossa identidade.
E somos filhos do mesmo Pai.
Mas esquecemos a irmandade,
vivendo cegos de avidez.
Por aí não há saída, parai!
Voltemos à busca da verdade,
vencendo o medo e a timidez!
Na certeza de um novo dia,
perdoar, agradecer, sentir
que tudo depende de nós.
Acreditar que quem porfia,
chegará a porta que, ao abrir,
mostrará que não estamos sós.
Publicado por Daniel Aladiah às 10:33 13 comentários
06 Outubro 2009
Amor é perdão
Há quem não saiba amar,
confunda amor com egoísmo,
não queira nem dê perdão…
Como receber sem dar?
Esperança em que eu cismo,
lutar até vencer o não…
Sonho reunir à mesma mesa
as famílias desunidas
por afectos desencontrados…
Mantenho uma luz acesa,
para que não sejam esquecidas
as almas e os seres abençoados…
Publicado por Daniel Aladiah às 17:31 12 comentários
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