14 fevereiro 2011

Foto de António Miguel




Não festejo o fim,
mas o nascer de algo novo.

Se a vida fosse fácil,
a luta não seria tão árdua
para mostrar o que fazemos.

Se o amor fosse fácil,
a sua construção infinita
não teria de acontecer.

Sem o amor
a vida não teria sentido
e tudo seria fácil.

As dificuldades
são a razão de sermos humanos,
à procura do divino.

E, por ser assim,
é que encontrar o amor em nós
se perde na procura do amor do outro.

A vida sem amor
é como o amor sem vida,
um não-ser - o inferno.

Ser amor é ser vida.
E tudo o que é tão difícil
se ultrapassa com paixão.

E esta paixão pelo novo
mostra que tudo tem um fim.