25 Agosto 2011
Oh, it's raining again...
Não me lembro de um Agosto assim. Podia ser a gosto, mas suspeito que ninguém aprecia a chuva assim, excepto todos aqueles que se sentem confortados com o barulho dela nos vidros... Outra forma de sentir a melancolia daquilo que não se sabe bem, mas que bem sabe, apesar de tudo.
Já passaram pelo drama de ser segundo? O primeiro dos últimos? O que se esquece, pois só dos primeiros reza a história? E quando isso se repete em tudo na vida? No ciclismo há muitos corredores com esse palmarés: segundo eterno... Mas se em cada segundo formos eternos, então temos uma vida preenchida e longa, cheia de histórias de prata...
Há tanta gente que diz uma coisa pensando exactamente no contrário... tal como a raposa: estão verdes... Forma simples de diminuir a sua dissonância cognitiva. Está mal? Não, claro que não, todos o fazemos, mas só alguns têm consciência disso.
Tenho espalhado sementes por campos lavrados, esperando que algo nasça... Hei-de encontrar uma flor, que não colherei, mas cuidarei, para que possa ser a beleza do que ainda não pensei, escrevi ou fiz.
Se eu não existisse, o mundo também não existiria... para mim. Já viram quão importante somos? Para que o mundo exista, cada um de nós tem de existir na diferença, de modo a que possamos saber e sentir que o que pensamos poderá não ser a verdade... mesmo assim.
Publicado por
Daniel Aladiah
às
22:00
Temas:
Até a morte pode ser adiada...,
Tudo o que queria e não sou... ainda...
07 Agosto 2011
Árvore
Como uma árvore.
Podemos tapar a luz, por sermos frondosos, pujantes de folhas...
Temos frutos, mas nem todos estão no mesmo nível de maturação.
Independentemente da idade, há sempre um fruto que precisa de maturar e, talvez, venha a ser o mais doce, com as melhores sementes...
Como uma árvore, com centenas ou milhares de anos. A nossa alma.
Experiencia e aprende. Sente a realidade, que não passa de uma ilusão.
Aproximando-se da copa, surgem frutos novos, ainda verdes, não picados pelos pássaros, que procuram amadurecer ao Sol... de uma vida que sempre se renova, para que novos ramos cresçam e nos sintamos ainda no caminho da plenitude.
O Verbo é o princípio e o fim. Se procuramos saber de onde vimos e para onde vamos, então a resposta estará no Verbo. As palavras aproximam-nos da luz. O amor é o que sustem o multiverso. E só o amor justifica a vida...
Publicado por
Daniel Aladiah
às
10:23
Temas:
A Viagem,
Meditações,
O tempo do guerreiro,
Sonho e realidade
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