08 abril 2011

Parar de escrever

Foto de Susana Quintas

Pensei nisso…
Como parar de escrever?
Mas tudo já foi escrito.
Há algo que se possa dizer de novo?
Mas é a forma que evolui, a metáfora…
Não! O novo não existe, só a mudança!
Então, estás mais feliz?
Não. Estou aliviado. Afinal para que me preocupo?
Gostavas de ser um escritor. Pois, eu sei…
Sim… mas as palavras estão gastas, e não sei fazer delas algo diferente.
Tens a certeza? Não diria tanto.
Estou numa busca perene…
Ora é o amor, ora é a felicidade, ora é a realização…
Mas sabes realmente o que queres?
Sim e não. Não quero nada e desejo o que não sei…
Estás satisfeito com o que fizeste ou fazes?
Determinado a fazer… concluir… mas e o resto?
Aquelas vidas que imagino e nego?
Não desesperes, o caminho é sinuoso…
Sei disso e que importa? Pudesse partir…
E o que deixas para trás? Não te importa?
Claro que sim. Sou responsável, muito…
A minha imaginação é a minha caravela,
a cruz o desenho das velas,
e à luz e ao amor tenho de juntar a palavra!

7 comentários:

alua.estrelas disse...

"Estou numa busca perene..."
Buscar aquilo que muitas vezes nem se sabe o que é, na verdade, torna a vida ainda mais interessante... Então continue a escrever, reescrever para que o sentido de tudo seja encontrado no final...
Obrigada pela visita. Adorei teu blog!
Beijos.

Chellot disse...

Deixar de escrever? Impensável.
Mesmo quando a palavra nos foge, o sentimento de sua criação ainda nos atormenta. Lindo. Adorei vir ler-te.
Beijos doces.

© Piedade Araújo Sol disse...

gostei de ler o teu texto.
deixar de escrever?
ãcho que não!
as palavras existem para serem escritas de diferentes maneiras, e por diferentes pessoas.

(gosto muito da música)

beij

imensa disse...

por vezes as palavras parecem gastas, mas o que nos move?
a projecção do imaginário!

gostomuitissimodeti.

Eli disse...

Podem já existir, mas é quando as escrevenos que se tornam nossas...

:)

BlueShell disse...

Obviamente...a palavra é precisa.
e não está "tudo dito"; jamais. Há sempre algo que brota de dentro de nós e que se não repete nunca: somos diferentes dos outros e de nós mesmos em momentos vários...

...e...o que seria do amor sem a palavra?

Gracinha disse...

Fantastico, a imaginação leva-nos ao infinito... Adorei.
Beijinhos