08 julho 2012

Não me conheces...


Olhar perdido no horizonte,
deixando a corrente de energia passar,
e tu não me conheces…

Sou casa, vento e humor,
um destino de livre arbítrio,
uma vontade, sonho de verão…
Sou peregrino pelo amor,
asa que não se prende num sítio,
rio frondoso e aluvião.

Tudo faço com paixão,
a mente em turbulência
por saber e encontrar o caminho,
que não se encontra na razão,
seja qual for a ciência,
eu não… sim… sozinho.

Alguém viu o meu olhar?
Sublimou-se no tempo,
e tu não me conheces…

3 comentários:

Nivea disse...

Bom dia, poeta!

Clarice Lisptor tem um fragmento interessante que reproduzo para ti.

"Sou como você me vê,
posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania...
Depende de quando e como você me vê passar."

Um inicio de semana com muita luz!
N.N

Miosotis disse...

Lindíssimo o teu poema, Daniel!
Um sentir criativo que se aproxima dessa tua voz intimista que tanto gosto!

O excerto do poema de Clarice Lisptor (que leio e admiro) aqui deixado pela tua anterior leitora traduz bem a magia da interioridade, do ser de cada um de nós que raramente é captado pelos outros, na sua autêntica essência.

Um beijo, Daniel
(adorei ouvir 'You don't know me' de Michael Buble, uma das minhas favoritas)

Daniel Aladiah disse...

Querida Nivea
Pós-shabat...agora com Clarice (que sempre me recorda o Hannibal), e sempre com um carinho muito especial, que agradeço.
Beijo